Não existe um único monitor de terminal que responda bem a todas as perguntas sobre tráfego. Para ver a velocidade de entrada e saída de uma interface, use nload. Para descobrir quais conexões ou hosts estão consumindo banda, use iftop. Para acompanhar várias interfaces ao mesmo tempo, use bmon. Para o volume de dados por hora, dia, mês ou ano, use vnstat. Se a dúvida é qual programa do próprio computador está gerando o tráfego, use uma ferramenta com atribuição por processo, como nethogs.
Este guia parte de uma comparação publicada pela Linuxize em 28 de maio de 2026 e do manual oficial do vnStat. Ele é voltado a Linux. Nomes de pacotes, disponibilidade nos repositórios e privilégios variam entre distribuições, por isso confirme esses pontos no seu sistema antes de executar os comandos.
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Escolha a ferramenta pela pergunta que você quer responder
As cinco ferramentas se diferenciam por granularidade (interface, conexão ou processo), janela de tempo (ao vivo ou histórico) e necessidade de privilégios. Comece pela pergunta, não pelo nome do programa.
| O que você quer descobrir | Ferramenta | O que ela mostra | Limite principal |
|---|---|---|---|
| Qual é a velocidade da interface agora? | nload | Entrada e saída por interface, com leitura atual e gráfico simples. | É uma visão agregada; não identifica o programa responsável. |
| Qual host ou conexão está usando a banda? | iftop | Largura de banda associada a conexões e hosts. | Pode exigir root para capturar pacotes; a interface ativa precisa ser escolhida explicitamente. |
| Como vejo todas as interfaces do servidor? | bmon | Taxas por interface e gráfico da interface selecionada. | Serve à visão geral, não a um histórico persistente. |
| Quanto de tráfego usei hoje ou neste mês? | vnstat | Totais registrados por interface, em relatórios horários, diários, mensais e anuais. | Só tem dados a partir do momento em que a coleta está ativa. |
| Qual processo está transferindo dados? | nethogs | Uso de banda agrupado por processo, segundo a comparação da Linuxize. | Atribuição por processo não é o mesmo que a lista de conexões do iftop. |
Antes de começar: interface e privilégios
Um monitor apontado para a interface errada pode parecer vazio ou mostrar tráfego irrelevante. Liste as interfaces existentes antes de abrir qualquer ferramenta. Em sistemas com iproute2, o comando ip -br link exibe uma linha por interface. O nome pode não ser eth0; em notebooks e servidores modernos é comum ver nomes como enp3s0 ou wlp2s0.
- Identifique a interface que realmente transmite: a física (cabo ou Wi-Fi), uma ponte (bridge), uma VLAN ou uma interface virtual.
- Verifique se o pacote da ferramenta existe nos repositórios da sua distribuição e qual é o nome exato dele.
- Confirme se a ferramenta precisa de privilégios elevados. Segundo a comparação consultada, o iftop normalmente precisa de root por capturar pacotes, enquanto nload e bmon podem ser usados sem root para a visualização básica.
Como usar cada ferramenta
nload: velocidade atual da interface
Passe o nome da interface como argumento, por exemplo nload enp3s0. A tela mostra as taxas de entrada (RX) e saída (TX) com um gráfico simples. Use-a quando quiser confirmar se a máquina está recebendo ou enviando dados naquele instante. Ela não diz qual aplicativo ou host está por trás da leitura.
iftop: conexões e hosts
Execute com a interface explícita, como sudo iftop -i enp3s0. A lista mostra pares de origem e destino com a banda de cada conexão. Esse é o caminho quando um servidor está lento e você quer saber para qual endereço ele envia dados. Lembre-se de que a tela organiza a observação por conexão, não por programa.
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bmon: todas as interfaces
O bmon é indicado quando o servidor tem várias interfaces e você quer comparar taxas entre elas sem trocar de ferramenta a cada verificação. Ele mostra as interfaces disponíveis e um gráfico da interface selecionada. Como o nload, é uma visão imediata, não um registro histórico.
Do these 3 things before closing this tab:
1Clear out junk files and repair common Windows errors2Fix the driver behind crashes, sound loss and screen glitches3Repair Windows errors before they cause bigger problemsvnstat: histórico de consumo
O vnstat é a escolha para perguntas sobre volume. Para ele funcionar como histórico, a coleta precisa estar configurada e em execução. Os dados só existem a partir desse momento: a ferramenta não reconstrói o tráfego de períodos anteriores à ativação. Consulte a versão instalada com vnstat --help ou com a página man, porque nomes de opções podem mudar entre versões.
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nethogs: tráfego por processo
Quando a pergunta é qual programa local está transferindo dados, o nethogs agrupa a banda por processo. Confirme na documentação da sua versão se ele precisa de privilégios elevados e qual interface é usada por padrão, já que isso muda conforme a instalação.
Independent reader supportYour contribution helps us test, update, and keep practical guides available for everyone.Exemplo: lendo a saída do vnstat
O manual oficial do vnStat (vnstat(1)) descreve o modo ao vivo com a frase: “Display current transfer rate for the selected interface in real time until interrupted.” Ou seja, a taxa mostrada é a do momento da observação e termina quando você interrompe o programa.
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Os relatórios do banco de dados são outra medida. Eles informam o volume acumulado no intervalo consultado. Por isso, um pico de taxa ao vivo e um total mensal alto podem ser coisas diferentes: o primeiro é ritmo, o segundo é soma. O manual também documenta seleção de interface e saída em JSON, útil para scripts que consultam o consumo periodicamente.
Quick wins for a faster PC:
Clear out junk files and repair common Windows errorsFree Scan →Scan for outdated or missing drivers - takes under a minuteDriver Scan →Repair Windows errors before they cause bigger problemsFix Now →Quick Recap
Best Value
Fluxo para investigar um pico de tráfego
- Confirme o pico com nload ou bmon. Veja em qual interface a taxa sobe e se a leitura é de entrada (RX) ou saída (TX).
- Descubra o destino com iftop. Use a mesma interface para listar as conexões que concentram a banda.
- Descubra o programa com nethogs, se precisar saber qual processo local está por trás da conexão.
- Compare com o histórico do vnstat. Verifique se o pico é recorrente, por exemplo em um horário fixo, ou se aconteceu apenas uma vez.
- Registre o contexto. Anote a interface, o horário, o sentido (RX ou TX) e se o valor é instantâneo ou acumulado. Sem isso, a leitura não pode ser repetida nem comparada.
Erros comuns de interpretação
- Ponte, VLAN e interface física. Em interfaces virtuais agregadas, os contadores podem diferir dos vistos na interface física subjacente. Diga sempre qual camada está observando.
- Totais de interfaces diferentes. Não some ou compare históricos de interfaces distintas como se fossem a mesma medida.
- Ferramenta sem coleta. Se o vnstat mostra zeros ou totais pequenos logo após a instalação, o problema costuma ser o tempo de coleta, não a ausência de tráfego.
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